“Cuidados paliativos”: Quando a cura não existe.

Um dos comentados “paradoxos” do momento aponta que o aparecimento de casos de câncer, das doenças crônicas e das patologias degenerativas vem crescendo juntamente com o aumento da expectativa de vida; se no início do século XX, em média, vivíamos 34 anos, hoje passamos dos 80 anos de idade, e isso, para alguns, causará grandes desconfortos pelo aparecimento de patologias incuráveis.

Apesar da grande quantidade de pesquisas na área da saúde, da invenção de novos tratamentos e da criação de “máquinas fantásticas” que auxiliam no diagnóstico… ainda há muitas doenças que não têm cura… e os pacientes passam a ter que utilizar terapêuticas que diminuam o seu nível de desconforto, na tentativa de aumentar, pelo menos, a sua qualidade de vida.
A “Organização Mundial de Saúde” (OMS) aponta que 50% dos futuros pacientes com câncer não serão curados. E mais, 80% dos portadores de câncer terão (na fase terminal da patologia) dores intensas e insuportáveis, além de ulcerações tumorais, vômitos, infecções, etc.
Foi a partir desses dados que muitos profissionais da saúde passaram a atuar com a chamada prática dos “Cuidados Paliativos”.
Para a OMS, “Cuidados Paliativos” é a assistência ativa e integral ao sujeito que possui uma patologia que não responde a “intervenção curativa”; nesse momento o objetivo do terapeuta  passa a ser a busca da qualidade de vida do paciente e dos seus entes queridos (cônjuges, familiares, amigos, etc.).
Na abordagem dos “Cuidados Paliativos” há uma busca constante da promoção do conforto através da diminuição da dor, do controle de sintomas, do suporte psicológico e emocional, apoio espiritual, social.
O objetivo principal do “Cuidado Paliativo” não é aumentar o tempo, mas sim a qualidade de vida, buscando dar maior tranqüilidade nessa difícil fase.
Há várias frentes de ação que atuam no viés dos “Cuidados Paliativos”, como, por exemplo, a Psicoterapia, a Farmacologia, a Acupuntura, a Assistência Social, a Filosofia, as religiões, etc.
O importante é que o paciente e seus entes queridos saibam que a vida pode ser digna, mesmo no seu “crucial momento final”… ou, quem sabe, na sua “fase de transição”.


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