Acompanhamento Terapêutico On-line (AT-On): Uma Terapia Sem Fronteiras, a Distância?

Acompanhamento Terapêutico On-line (AT-On): Uma Terapia Sem Fronteiras, a Distância? Neste pequeno artigo abordarei a temática do Acompanhamento Terapêutico On-line (AT-On), pensado como uma forma de “Terapia Sem Fronteiras” (TSF). Para criar essa reflexão vou tomar como base um breve resgate histórico, diretrizes normativas (leis, resoluções), pesquisas científicas, experiência clínica Ler mais…

Psicologia On-Line e Psicoterapia Virtual: Psico a Distância (Psi AD), Atendimento Psicológico Científico, Breve e Focal Via Internet

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É possível gerar gratuitamente e em segundos o seu "perfil psicodemografico" no contato com as redes sociais?


O nosso perfil psicológico também pode ser analisando através dos nossos comportamentos na internet.
Quando “curtimos” algo no mundo virtual também estamos mostrando algo de nós, mesmo que não saibamos disso.
Nesse sentido, o “Psychometrics Centre” (da Universidade de Cambridge do Reino Unido) criou um aplicativo para demonstrar traços da nossa personalidade utilizando apenas os nossos cliques na rede social.
O “Apply Magic Sauce” faz (em segundos) uma “análise psicodemográfica” do usuário. Para isso, basta que você faça login usando a sua rede social.
A análise inclui itens de personalidade, tais como: gênero, idade percebida, orientação sexual, inteligência, satisfação com a vida, orientação política e religiosa, educação e status marital.
Com isso, podemos dizer que é possível gerar em segundos o seu “perfil psicodemográfico” no contato com as redes sociais através da categorização dos seus cliques nas redes sociais.
Faça o seu “teste” gratuitamente clicando aqui e depois diga se o “Apply Magic Sauce” acertou o seu perfil.
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(Des)Atualidades legislativas da Psicologia

A Psicologia é a ciência não apenas da saúde mental, mas da SAÚDE (Conselho Nacional de Saúde, Resolução CNS n.º 218/97) que aborda o vivo desde o seu ser psíquico, social, orgânico, etc.
Áreas fisiológica e bioquímica integram DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS da GRADUAÇÃO em Psicologia, ex.: biologia, fisiologia, morfologia, farmacologia, neuropsicologia, anatomia do sistema nervoso, genética humana, neurofisiologia, ética e bioética, psicofisiologia, endocrinologia, etc. (fonte: UFRGS, USP, PUCRS, UNISINOS).
Isso não é novidade, basta mencionar que:

  • O CFP já deixou claro TAMBÉM o viés biológico da Psicologia quando deu a sua contribuição[1] ao Ministério do Trabalho.
  • A Resolução CFP n.º 18/00 diz que métodos psicológicos são procedimentos aplicados no psíquico na interface com PROCESSOS BIOLÓGICOS.
  • A Resolução CFP n.º 02/04 diz que o NEUROpsicólogo atua na interface do psíquico com o FUNCIONAMENTO CEREBRAL.
  • A Resolução CFP n° 05/02 oficializou a ação do PSICÓLOGO ACUPUNTURISTA sobre o ORGANISMO (ex.: inserindo agulhas).
  • O Parecer n.º 62/04 do Conselho Nacional de Educação diz que o curso de Psicologia DEVE apreender o fenômeno psicológico em suas INTERFACES COM OS FENÔMENOS BIOLÓGICOS dando competências para o psicólogo atuar na psicoterapia ou “OUTRAS ESTRATÉGIAS CLÍNICAS”.
  • Pesquisas mostram que os psicólogos que usam APENAS a Psicoterapia também promovem mudanças ORGÂNICAS.

 
Com isso, acreditamos que a Lei Federal n.º 4.119/62 deve mudar. Nela constam APENAS essas FUNÇÕES do psicólogo:

  • Utiliza métodos e técnicas psicológicas com o objetivo de: a) diagnóstico psicológico; b) orientação e seleção profissional; c) orientação psicopedagógica e d) solução de problemas de ajustamento.
  • Dirigi serviços de Psicologia.
  • Ensina cadeiras de Psicologia.
  • Supervisiona profissionais e alunos de Psicologia.
  • Assessora órgãos.
  • Realiza perícias e emiti pareceres de Psicologia.

Essa Lei DESATUALIZADA está servindo ao Conselho Federal de Medicina[2] que ERRA ao afirmar que: “IV) A medicina se incumbe do diagnóstico e da profilaxia das enfermidades e do tratamento e reabilitação dos enfermos, empregando, para tanto, TODOS os recursos possíveis. A psiquiatria é a especialidade médica que diagnostica as enfermidades mentais e da conduta, enquanto a Psicologia utiliza-se UNICAMENTE de métodos e técnicas psicológicas para atender pessoas com problemas de ajustamento ou desenvolvimento. (…) Os médicos podem usar TODOS os recursos terapêuticos físicos, químicos, biológicos ou psicossociais; os psicólogos, por força da LEI e de sua qualificação, só podem empregar os recursos psicológicos”.
10 sugestões de mudanças à Lei n.º 4.119/62:

  • Deixar claro TAMBÉM o viés biológico, bioquímico e fisiológico da Psicologia;
  • Criar artigos distintos para os ATOS PRIVATIVOS e os ATOS PROFISSIONAIS;
  • Explicitar que o psicólogo pode utilizar qualquer método e técnica científica ou, “OUTRAS ESTRATÉGIAS CLÍNICAS” (parecer n.º CNE/CES 62/04) ou ainda, “REALIZAR AS INTERVENÇÕES NECESSÁRIAS JUNTO AO PACIENTE” (Resolução CFP n.º 02/04);
  • Oficializar a Prescrição Terapêutica[3];
  • Solicitação de exames[4];
  • Diagnóstico[5];
  • Tratamento de doenças;
  • Prevenção;
  • Pesquisa[6].
  • Autorizar ações em NOVOS CAMPOS que tenham comprovação científica.

 
Com isso, agiríamos conforme os princípios e as diretrizes apregoadas pelo SUS, esclarecendo à população usuária quanto ao campo da Psicologia, além de mostrando o psicólogo com um profissional de saúde competente para intervir, sem submeter-se a outra categoria profissional.
 
Notas:
[1] Conselho Federal de Psicologia. http://200.199.243.195/legislacao/pdf/atr_prof_psicologo.pdf
[2] Setor “ATO MÉDICO”, sessão “O QUE NÃO É MEDICINA?”. http://www.portalmedico.org.br/
[3] Por que o PSICÓLOGO BRASILEIRO não prescreve, como os enfermeiros, dentistas, veterinários, médicos? Vários psicólogos têm ESPECIALIZAÇÃO, MESTRADO, DOUTORADO e PÓS-DOUTORADO em PSICOfarmacologia, NeuroPSICOfarmacologia, Farmacologia, etc. A prescrição pelo psicólogo já é uma REALIDADE em outros países. Por exemplo, nos EUA, em Louisiana e Novo México, os psicólogos pós-graduados possuem legislação específica e podem prescrever remédios.
[4] Futuramente os clínicos farão o diagnóstico de PSICOpatologias a partir de EXAMES PSICONEUROLÓGICOS. “A ideia é, no futuro, diagnosticar distúrbios de ansiedade, como fobia social, com base no funcionamento da AMÍDALA”. (Bauchalla, Veja nº 1864, 2004: 129).
[5] Não só PSICOdiagnóstico, mas DIAGNÓSTICO, principalmente se pensarmos na Acupuntura, Neuropsicologia, etc.
[6] A PESQUISA ainda não consta como atividade do psicólogo na Lei.
 
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O medo e a fobia: manifestações diferentes?

O medo e a fobia são nomes diferentes que indicam manifestações distintas do nosso funcionamento psicológico. Apesar de grandes confusões acerca do uso destas palavras, a sua diferenciação não é complicada.

Medo é um sentimento inerente ao ser humano e importante para a preservação da vida. Ao sentirmos medo podemos nos preparar para lidar com alguém, objeto ou situação que exija um maior empenho para conseguirmos alcançar a meta desejada.
Por exemplo, se uma pessoa sente medo de sair de casa (por poder ser assaltada), mas assim mesmo o faz, tomando medidas para o “teste do medo” (ex.: levar pouco dinheiro, apenas um documento, carregar a bolsa junto ao corpo, analisar o local de saída e o melhor horário, etc.), ela pode enfrentar a situação temida e ampliar cada vez mais as possibilidades de circulação pelo mais variados espaços.
Já a fobia é uma doença e indica um grau elevado de medo, podendo ser irracional (ex.: medo de penas de galinha), que impede que a pessoa entre em contato com o objeto (ex.: agulhas), seres (ex.: cobras) ou situação temida (ex.: andar de avião). Assim, a fobia pode apresentar as seguintes características: A) desproporção entre a emoção sentida e o animal/situação/objeto gerador; B) medo excessivo sem uma fundamentação racional; C) dificuldade do controle do medo; D) tendência à esquivar-se do “elemento fóbico”.
Por exemplo, uma pessoa que tem fobia de falar em público pode passar anos, ou nunca realizar a apresentação do seu trabalho para os colegas, deixando a sua vida profissional, acadêmica e social restrita.
De modo geral, podemos dividir a fobia em três modalidades:

  • Agorafobia – medo de ambientes onde possa ser difícil escapar do desconforto (ex.: ficar numa fila, estádios, praças, centro comerciais cheios, etc.).
  • Fobias Específicas – ocorre quando o medo excessivo manifesta-se sempre na presença (imaginada, figurativa ou real) do “elemento fóbico” (ex.: clausura, aranha, avião, altura, dirigir, elevador).
  • Fobia Social – medo de realizar um comportamento inadequado e ser avaliado negativamente por outros (ex.: assinar cheque, conversar, alimentar-se, etc.).

Assim, o medo é um sentimento que pode nos auxiliar (desde que saibamos lidar com ele) a preservar a nossa vida, a ampliar o nosso espaço de circulação, a crescermos no decorrer dos enfrentamos com ele.
Já a fobia é uma psicopatologia que pode restringir a nossa circulação, fazendo com que deixemos de realizar novas conquistas, podendo causar outras patologias (comorbidades) como a depressão, ansiedade, pânico, etc. E assim, merece tratamento, para que não venha a impedir que a pessoa fóbica entre em um “circulo vicioso” de redução do seu espaço de vida e saúde.
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Reflexões sobre a Esquizofrenia


A esquizofrenia é caracterizada por vários sintomas, como, por exemplo, alterações dos pensamentos (ex.: confusão entre estar sonhando ou não), alucinações (ex.: escutar, sentir, ver elementos que outras pessoas não percebem), delírios (ex.: criar histórias fantásticas para explicar alucinações). Além disso, pode ocorrer o que os psicólogos chamam de “embotamento emocional”, com isso o esquizofrênico vai desenvolvendo dificuldades nos contatos sociais; alguns chegam a viver isolados (nos seus quartos), mesmo quando moram na casa dos seus familiares.

Pesquisas científicas indicam que a esquizofrenia pode atingir até 1% da população mundial. No Brasil estima-se que há em torno de 1,6 milhão de esquizofrênicos. Esse transtorno manifesta-se igualmente em homens e mulheres; a diferença é que nos homens tende a ser mais cedo (em torno dos 20 e 25 anos) e nas mulheres entre os 25 e 30 anos de idade. Vale destacar que a esquizofrenia também pode iniciar na infância e após os 30 anos de idade. Quanto mais cedo ocorre o início do transtorno, pior pode ser prognóstico, principalmente ser o paciente sofrer uma crise psicológica antes de conseguir organizar, de forma importante, a sua vida afetiva, conjugal, educacional, profissional, etc.
Podemos dividir os sintomas da esquizofrenia em positivos e negativos:

  • Sintomas positivos – funções psicológicas que não deveriam se manifestar, mas surgem e atrapalham a vida do paciente esquizofrênico (ex.: alucinações, delírios, maneirismos).
  • Sintomas negativos – funções psicológicas que deveriam se manifestar, mas que no esquizofrênico estão ausentes ou seriamente prejudicadas (ex.: ânimo, organização do pensamento, comportamentos adequados a situações sociais).

Existem várias teorias que tentam explicar o desencadear da esquizofrenia (ex.: teoria psicológica, bioquímica, viral, fluxo sanguíneo cerebral, estresse, biológica molecular, genética, uso das drogas, nutricional, social). Mas ainda não há uma teoria que explique clara e definitivamente, do ponto de vista científico, o que causa a esquizofrenia.
Ainda hoje não existe uma cura definitiva para a esquizofrenia. O que existe são terapias que têm como objetivo diminuir o desconforto do paciente (e das pessoas que convivem com os mesmos), reduzindo as alucinações, aumentando o contato social, auxiliando no processo educacional, etc. Tipos de terapias para esquizofrenia são:

  • Acompanhamento Terapêutico (AT) – uso de espaços (ex.: rua, shopping, cinema, teatro) para fazer com que o paciente não fique isolado.
  • Psicoterapia – uso do falar com o terapeuta para organizar pensamentos, afetos, comportamentos e diminuir alterações fisiológicas geradas pela psicopatologia.
  • Remédios – uso de químicos para diminuir alucinações e alterações comportamentais.
  • Acupuntura – utilizada para elevar o ânimo, diminuir estresse, depressão e ansiedade, melhorar a qualidade do funcionamento geral do paciente, aumentar nível de inteligência do esquizofrênico (conforme OMS).

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