Grandes inventores da área da saúde

Neste pequeno artigo divulgaremos dados sobre grandes invenções tecnológicas na “área da saúde” que contaram com a contribuição de pessoas das mais variadas formações, inclusive com profissionais que NÃO têm graduação na área da saúde (ex.: engenheiros, físicos e químicos). O objetivo deste artigo, além de reconhecer o trabalho destes profissionais, Ler mais…

O medo e a fobia: manifestações diferentes?

O medo e a fobia são nomes diferentes que indicam manifestações distintas do nosso funcionamento psicológico. Apesar de grandes confusões acerca do uso destas palavras, a sua diferenciação não é complicada.

Medo é um sentimento inerente ao ser humano e importante para a preservação da vida. Ao sentirmos medo podemos nos preparar para lidar com alguém, objeto ou situação que exija um maior empenho para conseguirmos alcançar a meta desejada.
Por exemplo, se uma pessoa sente medo de sair de casa (por poder ser assaltada), mas assim mesmo o faz, tomando medidas para o “teste do medo” (ex.: levar pouco dinheiro, apenas um documento, carregar a bolsa junto ao corpo, analisar o local de saída e o melhor horário, etc.), ela pode enfrentar a situação temida e ampliar cada vez mais as possibilidades de circulação pelo mais variados espaços.
Já a fobia é uma doença e indica um grau elevado de medo, podendo ser irracional (ex.: medo de penas de galinha), que impede que a pessoa entre em contato com o objeto (ex.: agulhas), seres (ex.: cobras) ou situação temida (ex.: andar de avião). Assim, a fobia pode apresentar as seguintes características: A) desproporção entre a emoção sentida e o animal/situação/objeto gerador; B) medo excessivo sem uma fundamentação racional; C) dificuldade do controle do medo; D) tendência à esquivar-se do “elemento fóbico”.
Por exemplo, uma pessoa que tem fobia de falar em público pode passar anos, ou nunca realizar a apresentação do seu trabalho para os colegas, deixando a sua vida profissional, acadêmica e social restrita.
De modo geral, podemos dividir a fobia em três modalidades:

  • Agorafobia – medo de ambientes onde possa ser difícil escapar do desconforto (ex.: ficar numa fila, estádios, praças, centro comerciais cheios, etc.).
  • Fobias Específicas – ocorre quando o medo excessivo manifesta-se sempre na presença (imaginada, figurativa ou real) do “elemento fóbico” (ex.: clausura, aranha, avião, altura, dirigir, elevador).
  • Fobia Social – medo de realizar um comportamento inadequado e ser avaliado negativamente por outros (ex.: assinar cheque, conversar, alimentar-se, etc.).

Assim, o medo é um sentimento que pode nos auxiliar (desde que saibamos lidar com ele) a preservar a nossa vida, a ampliar o nosso espaço de circulação, a crescermos no decorrer dos enfrentamos com ele.
Já a fobia é uma psicopatologia que pode restringir a nossa circulação, fazendo com que deixemos de realizar novas conquistas, podendo causar outras patologias (comorbidades) como a depressão, ansiedade, pânico, etc. E assim, merece tratamento, para que não venha a impedir que a pessoa fóbica entre em um “circulo vicioso” de redução do seu espaço de vida e saúde.
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Atividades preventivas no SUS

Conforme a atual Constituição Federal do Brasil (art. 198 da CF/1988) o sistema único de saúde (SUS) é formado por uma rede regionalizada e hieraquizada que tem como diretrizes: 1) descentralização (direção única em cada esfera de governo); 2) atendimento integral (com prioridade para as atividades preventivas) e 3) participação da comunidade.
Alguns sujeitos se perguntam sobre a execução das “atividades preventivas” no SUS. Elas ocorrem de fato no Brasil ou existem apenas na lei maior?

Nesse sentido, podemos destacar os seguintes exemplos da abordagem preventiva:

  • Saneamento básico – construir esgotos; dar destinação adequada aos mais variados tipos de resíduos, etc.
  • Campanhas de vacinação – gripe, HPV, poliomielite,  aftosa, sarampo, etc.
  • Educação preventivada – dengue, AIDS, DSTs, gripe, pressão alta, obesidade, exercícios físicos, boa alimentação, etc.
  • Combate à mortalidade infantil – vacinação, reidratação, cobertura pré-natal, ampliação da rede de saúde, redução da fecundidade, melhoria das condições ambientas, aumento do grau de escolaridade das mães/pais, promoção do aleitamento materno.

Enfim, o SUS ainda tem muito a evoluir. Deve ser cada vez mais pesquisado, analisado e melhorado. Afinal, esse sistema é, para a grande parte da população brasileira, a única fonte de atenção profissional à saúde.

Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O termo “transtorno do espectro autista” (“autism spectrum disorder” – ASD) é o atual nome apontado na nova versão do “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5 – 2013).

A nova classificação reflete um “consenso” de que os quatro distúrbios que eram separados nos manuais anteriores são, na verdade, uma única condição com diferentes níveis de gravidade de sintomas (leve, moderado e severo).

Destaque sobre a mudança entre o manual anterior e o DSM-5 é o fato do “transtorno do espectro autista” englobar o transtorno autista (autismo), o transtorno de Asperger, o transtorno desintegrativo da infância e o transtornos invasivos do desenvolvimento sem outra especificação.

O “transtorno do espectro autista” caracteriza-se por: 1) déficits na comunicação social e interação social e 2) restrição e repetição de comportamentos, interesses e atividades.

É importante destacar que há muitos críticos sobre as alterações ocorridas no novo manual. Peter Kinderman, chefe do Instituto de Psicologia da Universidade de Liverpool (Reino Unido) afirma que o DSM-5 reduz os limites de diagnóstico e com isso eleva o número de sujeitos tidos como doentes mentais (o normal torna-se patológico). Também Allen Frances, professor da Universidade de Duke (EUA), gera críticas negativas ao DSM-5 e aconselha os colegas a não adotarem a nova versão do manual, além de orientar os pacientes para que não aceitem diagnósticos com base em avaliações comportamentais breves.

Em opinião diversa, David J. Kupfer, chefe da equipe que revisou o DSM-5, diz que o novo livro estrutura melhor as desordens, pois contextualiza as manifestações, levando em consideração a idade, o gênero e as expectativas culturais. Além disso, caracteriza de formar mais interessantes os sintomas, apontando manifestação, duração e severidade.
A polêmica está gerada. O tema é atual e deve ser levado em consideração por todos, não apenas pelos profissionais da saúde (como psicólogos, acompanhantes terapêuticos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, etc.) e administrador dos sistemas de saúde (público e privado).

Lembro que em todo dia dois de junho comemora-se o “Dia Mundial de Conscientização do Autismo”.

Ademais, a Lei 12.764/12 institui a “Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista”.

Por fim, conforme dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) há cerca de 70 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo no mundo. Será que esses números sofrerão alterações significativas com os novos critérios diagnósticos? Isso é bom ou ruim?

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Acupuntura é eficaz para tratar dor do pós-operatório

Cada vez mais a Acupuntura clínica vem adquirindo um enorme respaldo científico da sua grande ação preventiva e terapêutica.

Estudos são apresentados a todo instantes apontando os excelentes resultados desta técnica milenar de promoção de saúde, inclusive sem o uso de remédios.
O “Ministério da Saúde” do Brasileiro, em consonância com as diretrizes apregoadas pela “Organização Mundial da Saúde” (OMS) e as resoluções dos Conselhos Federais da área da saúde (ex.: Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem, Medicina, TO, Odontologia, etc.) já vem adotando a prática da Acupuntura no “Sistema Único de Saúde” (SUS). A intenção é promover tratamentos rápidos (10 sessões), com resultados duradouros, menor custo à saúde do paciente (ex.: menos efeitos colaterais) e diminuir brutalmente os gastos com remédios.
Acupuntura
Uma revisão sistemática das pesquisas clínicas controladas foi publicada na edição on-line do “British Journal of Anaesthesia”. O referido estudo chegou à conclusão de que a Acupuntura pode ser muito útil no manejo da dor pós-operatória (quando utilizada entre 8 e 72h após a cirurgia).
O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do departamento de anestesiologia do “Duke University Medical Center” (nos EUA) e incluiu 15 ensaios.
Depois de analisarem os resultados, os pesquisadores chegaram à conclusão que mais de 1.166 pacientes relataram uma significativa diminuição da dor depois de fazerem tratamento com a Acupuntura. Não bastasse esse ótimo resultado, a Acupuntura fez com que os pacientes necessitassem de menos morfina e outros opióides, sentindo assim, muito menos efeitos colaterais (ex.: náusea, prurido, tontura, retenção urinária).
Os autores da pesquisa chegaram à conclusão que a Acupuntura é um meio eficaz para o tratamento da dor no pós-operatório.
Em média, 80% das pessoas que se submetem à cirurgia sentem dor, sendo assim, a Acupuntura pode ser um grande auxilio (não medicamentoso) para promover uma melhor qualidade de vida neste período.
Vale lembrar que a ação clínica da Acupuntura expande-se para além dos tratamentos da dor, passando por outros desconfortos psicológicos, comportamentais e físicos. Ex.: depressão, estresse, ansiedade, insônia, infertilidade.

Acompanhamento Terapêutico & Terapia Cognitiva: conectando perspectivas clínicas

O Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma forma de intervenção que busca utilizar o espaço de circulação do paciente (ex.: casa, cinema, praça, shopping, festa, hospital) para promover saúde, além de gerar outros efeitos importantes que vão além da clínica, por exemplo, reflexos políticos, sociais, comunitários, artísticos, arquitetônicos, etc. (SILVA, 2002).

Na sua relação com a Terapia Cognitiva (TC), o AT, enquanto clínica, tem os seguintes dez pressupostos básicos:
1. O meio para promoção de saúde pode ocorrer ao se agir sobre o modo como as pessoas pensam (atribuem significados) sobre si mesmas (eu/self), o contexto (pessoas, objetos, ambiente) e ao futuro (perspectiva vindoura).
2. A produção de significado (sistema cognitivo) influencia vários sistemas (ex.: comportamental, emocional, fisiológico, social, etc.).
3. Há influência recíproca entre o sistema cognitivo e os outros sistemas (conexão e interação).
4. Os significados têm implicações que são traduzidas em emoção, comportamento e funcionamento fisiológico (há especificidade do conteúdo cognitivo).
5. Os significados são construídos pela pessoa (conforme as suas singulares características). Os significados são corretos ou incorretos somente na relação com determinados contextos ou objetivos de vida de cada sujeito. Distorções cognitivas são pensamentos disfuncionais que podem apresentar erros no conteúdo cognitivo (significado), processamento cognitivo (elaboração de significado) ou em ambos. Se há desconforto no paciente e não há distorção cognitiva, há problemas concretos a resolver (ex.: doença incurável, desemprego). É freqüente encontrar casos de distorções somados a problemas concretos.
6. Os sujeitos são predispostos a fazer “distorções cognitivas” (“vulnerabilidades cognitivas”), que podem gerar, manter ou agravar suas patologias e demais problemas (ex.: educacionais, familiares, sociais, profissionais).
7. A patologia (além de poder resultar de alterações genéticas, fisiológicas, acidentes, etc.) também pode resultar de “distorções cognitivas” sobre o eu, o contexto e o futuro (“tríade cognitiva”). Cada manifestação clínica tem significados maladaptativos em conexão com os 3 elementos (eu + contexto + futuro). Por exemplo, os componentes da “tríade cognitiva”, na depressão, são interpretados negativamente (ex.: “eu, meu contexto e meu futuro são negativos”); já na ansiedade, o eu é tomado como inadequado, o contexto é tido como perigoso e o futuro como ruim; no caso da raiva e desordens paranóides, o eu é tido como maltratado e o mundo é visto como malévolo, etc.
8. Os significados cognitivos têm dois níveis: a) significado público e b) significado pessoal. O significado pessoal (“domínio pessoal”) são as generalizações que cada um de nós faz ao lidar com os fatos das nossas vidas. Ex.: um sujeito ao perceber que está anoitecendo (contexto), pode refletir que será assaltado (pensamento), ficar nervoso (afeto), passar a suar e sentir taquicardia (reações fisiológica) e sair correndo em busca de ajuda (comportamento).
9. Para o viés cognitivo há três níveis de cognição: a) nível automático (não-intencional); b) nível consciente; e c) nível metacognitivo, que gera análises adaptativas a partir de reflexões sobre pensamentos, comportamentos, reações fisiológicas na relação com o contexto. Todos os níveis de cognições são úteis ao processo clínico da Terapia Cognitiva e do Acompanhamento Terapêutico.
10. Os “esquemas” são redes estruturadas e inter-relacionadas de crenças (BECK, 1976) e não são fixos. O funcionamento psicológico não é adaptativo ou mal adaptativo “em si mesmo”. É apenas avaliando a relação entre as características pessoais e o contexto do paciente que se pode fazer o correto diagnóstico, elaboração do plano clínico, aplicação do tratamento e análise dos resultados terapêuticos (aferição da “valide ecológica” da TC e do AT).
Levando em consideração esse 10 pressupostos da Terapia Cognitiva (adaptados de BECK; ALFORD, 2000), digo que o acompanhante terapêutico (at) lida com o paciente mantendo atenção aos pensamentos, afetos, comportamentos e reações fisiológicas na relação com o contexto de vida do acompanhado e, partir dessa análise, elabora estratégias de intervenção.
Todo e qualquer tratamento utiliza suas ferramentas clínicas, seja ele qual for (ex.: Acupuntura, Farmacoterapia, Homeopatia, Biofeedback, Hipnose, etc.). As estratégias clínicas que podem ser utilizadas em AT, sob o viés da TC, são inúmeras (SILVA, 2012; CABALLO, 1996 e 2003; FESTINGER, 1975; RANGÉ, 2001; HAWTON & SALKOVSKIS, 1997; MCMULLIN, 2005), a título de exemplo, cito apenas o nome de algumas: “flecha descendente”, relaxamento muscular, psicoeducação, relaxamento respiratório, resolução de problemas, “projeção temporal”, criação de imagens mentais, distração, criação de dissonância, mudança de perspectiva, “gradiente de controle”, treinamento em habilidades sociais (THS), avaliação dos pensamentos disfuncionais, programação de atividades, “técnica da escada”, “estratégia das duas colunas”, etc.
O AT, sob o viés clínico cognitivista, é uma estratégia com visão psicobiossocial que busca auxiliar o paciente no processo de autoconhecimento para que o mesmo possa identificar pensamentos, comportamentos, reações fisiológicas e situações de sua vida que devem ser alteradas. Assim, não é suficiente “tornar consciente” o que ainda não está claro ao paciente; é importante ir muito além disso. O “saber” (o “conscientizar”), por si só, não resolver problemas (pode, inclusive, aumentar ansiedade e depressão), apesar de ser um “passo inicial” para saber por onde começar o percurso de busca de tratamento (resolução de problemas e promoção de saúde).
Se o problema está no pensar, é nele que o agente passará a utilizar suas ferramentas clínicas; se é algum problema concreto (ex.: câncer, acidente, traição conjugal, etc.) será sobre ele que a intervenção passará a agir, se forem dois (pensamento disfuncionais + problema concreto) ambos serão temas de tratamento e assim por diante com os outros vários sistemas.
Apesar de o rol de estratégias clínicas ser extremamente vasto, o plano de tratamento é sempre elaborado de forma singular pelo acompanhante/terapeuta no contato com o paciente em AT, pois cada paciente é único e os contextos são múltiplos e inusitados.
Enfim, todos os elementos importantes para cada paciente devem ser pautados tanto na Terapia Cognitiva quanto no Acompanhamento Terapêutico, inclusive, indo além da “queixa principal” do paciente para que os benefícios tenham “função social”, ou seja, com resultados positivos em menos tempo, com menos custo e menos sofrimento e, além disso, com repercussão positiva tanto no nível clínico quanto no ecológico.
Bibliografia:

  1. CABALLO, Vicente E. Manual de Técnicas de Terapia e Modificação do Comportamento. São Paulo: Santos, 1996.
  2. CABALLO, Vicente E. Manual para o tratamento cognitivo-comportamental dos transtornos psicológicos. São Paulo: Santos, 2003.
  3. BECK, Aaron; ALFORD, Brad. O Poder Integrador da Terapia Cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
  4. BECK, Aaron. Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. New York: International Universities Press. 1976.
  5. FESTINGER, Leon. Teoria da Dissonância Cognitiva. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
  6. RANGÉ, Bernard. Psicoterapias cognitivo-comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. Porto Alegre: Artmed, 2001.
  7. HAWTON, K., SALKOVSKIS, P. M. Terapia Cognitivo-Comportamental para Problemas Psiquiátricos: Um Guia Prático. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
  8. MCMULLIN, Rian E. Manual de Técnicas em Terapia Cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2005.
  9. SILVA, Alex Sandro Tavares da (org.). E-Book AT: Conexões clínicas no Acompanhamento Terapêutico. Porto Alegre: Edição do autor, 2012.  http://siteat.net
  10. SILVA, Alex Sandro Tavares da. Acompanhamento Terapêutico & Vontade de Poder: Por um “fazer andarilho” em Psicologia. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Centro de Ciências da Saúde.Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). São Leopoldo, RS, Brasil. 2002.

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Eletroacupuntura: Perguntas e Respostas

1) O que é a Eletroacupuntura?
É o uso de estímulos elétricos nos pontos de Acupuntura. A estimulação é produzida por um aparelho comercial especialmente criado para alcançar o objetivo clínico e/ou o estético em Acupuntura, somado a inserção de agulhas em pontos muito precisos localizados sobre a pele, que chamamos de “acupuntos”.
2) Como funciona e qual é a grande finalidade dessa terapia?
A fundamentação científica da Eletroacupuntura aponta que a corrente elétrica, quando corretamente utilizada nos “acupuntos”, provoca efeitos fisiológicos (eletroquímicos, eletrotérmicos, eletrofísicos), como, por exemplo, a liberação de opióides endógenos (ex.: beta-endorfinas, dinorfinas, encefalinas), gerando a promoção da saúde e o tratamento de transtorno psicológicos, comportamentais e físicos.
3) Para que tipo de problemas a Eletroacupuntura é indicada e em quanto tempo os resultados começam a aparecer?
A Eletrocupuntura é indicada para uma gama muito grande de alterações, como, por exemplo, tratamento de lombalgia, ciatalgia, cervicalgia, depressão, ansiedade, seqüelas de acidente vascular cerebral (AVC), rugas, estrias, celulite, cicatrizes, gordura localizada, etc. Os primeiros resultados tendem a aparecer desde a primeira sessão. No mínimo, são utilizadas 10 sessões, uma vez por semana, para produzir um resultado importante e duradouro.
5) Que tipo de pessoa deve procurar a Eletrocupuntura?
Todo e qualquer paciente que não use marca-passo e não esteja em surto esquizofrênico paranóide. Pessoas que sofreram um “acidente vascular cerebral” (AVC) tendem a ter um excelente resultado se procurarem a Eletroacupuntura logo após o AVC.
A “Eletroacupuntura clínica” apresente excelentes resultados no tratamento de dor, depressão, ansiedade, estresse, etc. A “Eletroacupuntura estética” atua nas estrias, celulite, rugas, gordura localizada, cicatrizes, acne, etc.
6) O que mais uma pessoa que irá utilizar a Eletrocupuntura deve saber?
Os serviços de Eletroacupuntura e Acupuntura ainda não estão regulamentados, de forma definitiva, no Brasil, apesar da sua prática e eficácia ser reconhecida pelo Governo Brasileiro, Conselhos Federais da área da saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS). Desse modo, é fundamental que o paciente busque informações sobre o currículo profissional do acupunturista, antes de marcar a consulta com o mesmo. Veja qual é a sua formação, qual é a escola que estudou, qual o tempo de prática profissional, artigos publicados, palestras desenvolvidas, etc.
Lembre que o material utilizado deve ser descartável e de uso único (ex.: agulhas, lençóis, algodão, etc.). Por último, informo que logo após a primeira sessão deve ocorrer algum grau de melhora; os resultados tendem a ser mais evidentes até a 5º sessão, e até a 10º intervenção o paciente deve sentir-se muito melhor; caso contrário, o tratamento com Eletroacupuntura deve ser reavaliado.